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Geração Y: por que o jovem profissional deve ser a aposta do empregador em 2017

Os profissionais recém chegados ao mercado de trabalho têm habilidades indispensáveis às empresas que almejam um novo espaço no mercado

Uma geração hiper conectada, questionadora, imediatista e em busca de novidades. Essas são algumas características das pessoas pertencentes à Geração Y, os nascidos entre os anos de 1981 e 1994.

A questão fundamental é como eles podem revolucionar o desempenho das grandes e pequenas empresas, à medida que apresentam soluções diferenciadas para as demandas dos seus postos de trabalho.

Para o coaching e headhunter Márcio Lopes, o empregador precisa entender o perfil desses novos profissionais. “Para o gestor vai ser um desafio porque está chegando uma geração altamente questionadora. Primeiro porque eles não “batem o carimbo” sem perguntar porque estão fazendo isso e, segundo, porque é uma geração imediatista. É uma geração que enxerga o emprego como meio e não como fim”, pontua.

Mas como o empregador pode ficar convencido de que deve apostar na contratação de jovens profissionais? Veja a seguir algumas vantagens de optar por esses profissionais.

Sem tempo a perder
Uma característica do jovem profissional é o seu interesse em não desperdiçar tempo e, neste caso, não perder tempo é fazer com ele passe a dar resultados imediatos para a empresa. Contratar um profissional mais novo, geralmente, implica em lidar com pessoas com alto potencial de motivação e, também de inovação, na apresentação de propostas e execução de tarefas.

Para Lopes, quando o empregador assume essa escolha, passa a lidar com um profissional determinado. “O gestor que escolhe um jovem profissional vai perceber de imediato que são pessoas que querem fazer a diferença onde atuam. É uma geração que busca estar em um ambiente que tenha claramente definido o senso de pertencimento e inovação”, reflete.

Capacidade de transformação
Trabalhar com profissionais que consigam reinventar os formatos tradicionais dos modelos de negócio é um motivo decisivo na hora da contratação.

Para o coaching Márcio Lopes, o jovem profissional possui habilidades especiais e consegue olhar para situações problemáticas e apresentar soluções alternativas usando um repertório de respostas diferente.

“É uma vantagem trabalhar com um profissional jovem porque ele vai trazer para o gestor e para companhia uma diversidade de atitudes e soluções com seu modelo mental diferenciado. Assim teremos um leque de soluções e até questões antes não colocadas”, afirma.

Estimule suas relações
Para Lopes, o candidato que sabe aproveitar de modo contínuo a comunicação entre os grupos que se relaciona, terá um diferencial durante a entrevista de emprego.

“A pessoa pode usar situações vivenciadas de trabalho, em grupos de faculdade ou da igreja para desenvolver bem a habilidade de se comunicar. Por isso, é importante que o jovem participe de diretórios acadêmicos ou ainda de trabalhos voluntários, para que essa capacidade seja desenvolvida. Se for uma coisa muito específica, é importante que ele tenha vivenciado e conseguido demonstrar a vivência prática dele ao examinador”, relata.

Esse é o momento de usar a memória das boas experiências de comunicação ao seu favor, seja para demonstrar uma oratória eficiente, seja para relatar ao seu recrutador que você se relaciona de forma eficaz.

Mais do que o salário
Essa geração de profissionais enxerga o trabalho como meio e não como fim para manter-se. Por isso, garantir a qualidade de vida está entre as prioridades, para além da remuneração.

Enxergar e priorizar outros valores para além do dinheiro, pode ser um diferencial dentro da empresa. Essa noção diferente de valores pode viabilizar ainda que esses funcionários sejam futuras lideranças, inclusive, com outros níveis de compreensão, aceitação e negociação nas relações dentro e fora da companhia.

Bons parceiros
Uma vantagem de trabalhar com jovens profissionais está relacionada à capacidade deles de lidar com as demandas de trabalho de maneira colaborativa.

Oriundos de uma geração que enxerga o modelo hierárquico de trabalho como algo ultrapassado, os jovens profissionais tendem a trabalhar dentro de um modelo mais orgânico, voltado para a divisão e colaboração das tarefas. Assim, podem desempenhar suas funções de forma mais fluida e com um claro entendimento do trabalho em rede.

Sem vícios de mercado
Ao contratar jovens recém inseridos no mercado de trabalho, o empregador reduz as chances de escolher um profissional com vícios de mercado que inviabilizam sua atuação dentro da empresa.
Um jovem profissional ainda não está habituado com vícios da rotina de trabalho e pode passar a se organizar dentro de uma dinâmica de trabalho mais produtiva e menos preguiçosa.

Optar por profissionais que acabaram de entrar no mercado de trabalho pode ser uma oportunidade singular para o empregador e, também um desafio, já que se trata de uma geração rica em peculiaridades em sua formação e que requer paciência e dedicação. Buscar entender as novas demandas dessa geração profissional é, ao mesmo tempo, um caminho possível para o desenvolvimento da própria empresa e das novas demandas do mercado, já que esse é também o público consumidor das mudanças.